Fórum de Transparência, Participação e Controle Social

A Sociedade no Acompanhamento e Controle da Gestão Pública


New Document 1ª Consocial
Apresentação
Delegados Nacionais
Adesões Estaduais
Vídeos
Reunião online
Home


Propostas:

Nacional
Acre
Alagoas
Amapá
Amazonas
Bahia
Ceará
Distrito Federal
Espírito Santo
Goiás
Maranhão
Mato Grosso
Mato Grosso do Sul
Minas Gerais
Pará
Paraíba
Paraná
Pernambuco
Piauí
Rio de Janeiro
Rio Grande do Norte
Rio Grande do Sul
Rondônia
Roraima
Santa Catarina
São Paulo SPO
Sergipe
Tocantins

Contato: andre61@gmail.com

Conselho de contabilidade quer voluntários contra corrupção

O Conselho Federal de Contabilidade (CFC) está defendendo o voluntariado no combate à corrupção. Para isso, está convocando contadores para participar do Programa de Voluntariado da Classe Contábil (PVCC). Vem a ser uma espécie de caça às bruxas, mas do bem. 

O programa será apresentado amanhã ao ministro-chefe da Controladoria Geral da União (CGU), Jorge Hage Sobrinho, convidado para falar na sede da entidade, em Brasília. O assunto será transparência na gestão pública e o controle social, temas que estão na ordem do dia com os escândalos políticos.



20 DE NOVEMBRO DE 2014

Conselho Federal de Contabilidade recebe visita do ministro da Controladoria Geral da União

FOnte COMUNICAÇÃO CFC

Por Elton Pacheco
RP1 Comunicação
O ministro-chefe da Controladoria Geral da União (CGU), Jorge Hage Sobrinho, visitou, nesta quinta-feira (20), o Conselho Federal de Contabilidade. A visita fez parte da programação doQuintas do Saber, projeto realizado pela Academia Brasileira de Ciências Contábeis (Abracicon) em parceria com o CFC e a Fundação Brasileira de Contabilidade (FBC).

Na ocasião, Hage discursou sobre transparência na gestão pública e o controle social. Ele disse que a CGU está a disposição de CFC para trabalhar em parceria com o Programa de Voluntariado da Classe Contábil (PVCC), que, atualmente, conta com quase cinco mil voluntários em todo o País. O ministro também elogiou a iniciativa da Abracicon ao propor debates de assuntos importantes com a classe contábil e a sociedade em geral.

O ministro da CGU citou, ainda, o Portal da Transparência que, só no ano passado, teve cerca de 11 milhões de visitas. “Mas não basta apenas disponibilizar esses dados para a sociedade. É preciso orientar o cidadão a fiscalizar os gastos públicos com responsabilidade”, afirmou ele, para uma plateia formada por vice-presidentes do CFC, presidentes e vices dos Conselhos Regionais de Contabilidade (CRCs), além de conselheiros, profissionais da contabilidade e estudantes da área.

Convênio

Durante a visita, o CFC também assinou convênio com o Observatório Social do Brasil (OSB) para incentivar a participação dos profissionais da contabilidade nas ações de voluntariado. Segundo Zulmir Breda, vice-presidente de Desenvolvimento Profissional e Institucional do CFC, este convênio é mais uma das iniciativas do Conselho com o Observatório Social do Brasil. “A ideia é incentivar a instalação de observatórios e a participação voluntária dos profissionais da contabilidade”, disse.

O convênio foi assinado com a presença do presidente da OSB, Ater Cristófoli.  Ater lembrou que o CFC participa da Rede Nacional de Cidadania Fiscal em parceria com o OSB e o Instituto Social Íris, que já vêm atuando no Controle Social da Administração Pública. O CFC também adere aos programas em andamento em diversos municípios brasileiros com o objetuivo de disseminar a metodologia empregada por ambas as instituições em todo o território nacional.

Participaram do evento a contadora Vânia Labres, conselheira do Conselho CFC e coordenadora da Comissão Gestora do PVCC e ex-presidente do CRCTO; e Pedro Gabril, integrante da Comissão Gestora do Programa de Voluntariado da Classe Contábil (PVCC).

Quintas do Saber

Desde que foi criado, em fevereiro deste ano, o Quintas do Saber já abordou assuntos importantes, incluindo as normas internacionais de contabilidade; o novo modelo tributário do Imposto de Renda Pessoa Jurídica; os 50 anos da vigência da Lei Federal nº 4.320/64, conhecida como Lei Geral de Orçamentos Públicos; entre outros temas


 

 


Mensagem de setembro de 2013:

A Contabilidade no combate à corrupção Profissionais contábeis têm papel decisivo na identificação de irregularidades com o dinheiro público Instrumento contra a corrupção A Contabilidade se torna ainda mais fundamental no momento em que os brasileiros pedem mais transparência nas contas públicas.

As manifestações que tomaram as ruas do Brasil em junho levantaram diversas reivindicações e trouxeram à tona a insatisfação da população com a corrupção e o mau uso do dinheiro público em áreas como saúde e educação. Na busca por soluções para os problemas de gestão governamental, especialistas renomados definem a Contabilidade como um dos principais instrumentos de transparência nos controles sociais, responsável, entre outros, pela fiscalização de relatórios e balanços e pelo planejamento mais eficaz de aplicação de verbas.

Com responsabilidade acentuada no combate às fraudes, falsificação e alteração indevida de registros e documentos, os profissionais contábeis devem ter uma postura de vigilância contínua antes, durante e depois do fato contábil, sugere o procurador de Justiça, José dos Santos Carvalho Filho.

“Entendo que a função preventiva é fundamental para evitar a ocorrência de situações corruptas. As auditorias concomitantes aos fatos contábeis evitam, em grande escala, que o mau uso de verbas se acumule, tornando mais difícil a execução de desvios”, complementa o profissional, que irá apresentar uma palestra sobre o tema Combate à Corrupção, na 56ª Convenção dos Profissionais da Contabilidade do Estado do Rio de Janeiro. O evento será realizado entre os dias 19 e 21 de setembro, em Armação de Búzios (RJ).

O procurador faz questão de reforçar também o conceito de que a Contabilidade tem papel importante na batalha pelo uso eficiente do dinheiro público e contra as diversas modalidades de improbidade administrativa. “Por meio das práticas contábeis, é possível identificar os gastos excessivos e a destinação irregular de verbas públicas, bem como os agentes responsáveis por esse tipo de conduta”, afirma.

Para o conselheiro do Comitê Jovem do Sindicont-Rio, Leonardo Bouças, os profissionais contábeis precisam acompanhar com olhos mais atentos a Contabilidade pública realizada atualmente no Brasil . Essa seria uma forma especial da classe demonstrar o engajamento com as manifestações que ocorrem no país.

“Devemos monitorar se todas as regras vigentes estão sendo respeitadas e se os balanços refletem a realidade”, pontua.

Entre as práticas contábeis que contribuem para reduzir a corrupção, segundo Bouças, estão o controle e a identificação de irregularidades no uso de recursos da população, a transparência com o Tesouro e o desempenho da administração pública.

A valorização do trabalho do profissional contábil e o reconhecimento da importância da Contabilidade na identificação de irregularidades na gestão pública são algumas das premissas da campanha 2013: Ano da Contabilidade no Brasil. Um dos principais objetivos da ação é fazer com que a sociedade tenha uma percepção positiva sobre a atuação da classe no desenvolvimento empresarial e social do Brasil.

Ao longo do ano, diversas iniciativas estão sendo planejadas pelo CFC/CRCs para incentivar essa questão, tais como divulgações na imprensa e nas redes sociais; criação de um selo especial, slogan, logomarca; e veiculações em mídias diversas. As ações são colocadas em prática juntamente com empresas, entidades parceiras e patrocinadoras da campanha.


A perícia contábil, por sua vez, é uma ferramenta valiosa na verificação de fraudes e erros contábeis. Para esclarecer incógnitas, o segmento realiza procedimentos como exame, vistoria, indagação, investigação, arbitramento, avaliação e certificação de relatórios.

Na opinião de Carvalho Filho, a capacidade de atuação dos peritos é indispensável no atual momento do Brasil, principalmente no que diz respeito à questão das tarifas de transportes públicos.

“Os profissionais contábeis são capazes de verificar a fundo a relação entre receita e despesa das empresas concessionárias para viabilizar a razoabilidade dos preços”, afirma.

Ele garante que essa preocupação deve ser estendida a outros setores como saúde, educação, gastos com eventos desportivos e corrupção.

O procurador lembra a importância da perícia contábil na descoberta e na acusação de políticos no caso “Mensalão”, no qual membros do governo do PT foram condenados por crimes de lavagem de dinheiro, propinas, fraude de documentos, entre outros.

O especialista afirma que somente com uma auditoria pública foi possível rastrear o curso das verbas e suas apropriações indevidas.

Para Carvalho Filho, no entanto, ainda falta uma comissão de controle das contas públicas sob a responsabilidade dos profissionais contábeis. Hoje, o Ministério Público centraliza esse procedimento e é responsável pelo Grupo de Assistência à Promotoria (GAP) especializada em Contabilidade, como forma de assessoramento aos promotores na busca de atos de improbidade.

“O engajamento da classe é essencial e já existe no que diz respeito a assessoria e consultoria às autoridades envolvidas no combate à corrupção. No entanto, nesse momento particular em que vivemos, o compromisso com a transparência no desempenho da função pública é ainda mais necessário”, salienta.